Essas carnes frequentemente contêm conservantes, como nitratos. Embora esses aditivos prolonguem a vida útil e melhorem a cor e o sabor, eles também podem produzir um composto no organismo que danifica o DNA celular, promovendo assim o desenvolvimento de câncer.
Mesmo quando os produtos são rotulados como "sem nitratos", a maioria ainda contém nitratos naturais ou outros tipos de conservantes que representam um risco semelhante. Essas carnes processadas "sem nitratos" se comportam da mesma maneira no organismo.
Portanto, recomenda-se evitar carnes processadas na dieta diária. Não as mantenha em casa por padrão. Se você quiser comer bacon ocasionalmente, por exemplo, em um brunch em um restaurante, faça isso sem culpa, mas considere como uma exceção, não um hábito.
Segundo alimento: álcool
O álcool é classificado no Grupo 1 de carcinógenos, o que o coloca na mesma categoria do tabaco. Ele aumenta o risco de sete tipos diferentes de câncer, incluindo câncer de mama, cólon e reto, esôfago, fígado, boca e garganta.
Recursos
Dados científicos mostram que um copo por dia aumenta o risco de câncer em cerca de 9%. Três copos por semana, ou um copo a cada dois dias, aumentariam esse risco em cerca de 4%. Isso inclui até mesmo um copo de vinho tinto.
A crença comum de que o vinho tinto é mais saudável do que outros tipos de álcool é falsa. Todo álcool é tóxico para o corpo. Os antioxidantes encontrados no álcool, como os do vinho tinto, podem ser facilmente obtidos de alimentos como frutas vermelhas ou uvas.
Ao analisarmos dados de grandes populações — centenas de milhares de pessoas — e buscarmos padrões entre seus hábitos e o desenvolvimento de câncer, descobrimos que o consumo de álcool está associado a um risco aumentado de câncer.
Concentre-se no essencial. Apenas duas categorias de alimentos estão realmente ligadas ao câncer: carnes processadas e álcool. Todo o resto — laticínios, soja, carne, glúten — não está claramente associado a um risco aumentado de câncer.
Atenção. Sua energia seria melhor aproveitada se você examinasse sua dieta como um todo e garantisse que ela contribua para a redução do seu risco de câncer. Se cairmos na armadilha de eliminar ou restringir grandes grupos alimentares, é por medo, não por estratégia.
Você pode, sim, levar uma vida feliz, que inclui boa alimentação, enquanto reduz o risco de câncer. O objetivo é comer com atenção plena, intencionalmente e sem culpa.